SECRETARIA DE SAÚDE DE PORTO ESTRELA DISPONIBILIZA KIT DE MEDICAMENTOS PARA TRATAMENTO DO COVID-19
Secretário de saúde fala das dificuldades em relação ao valor dos medicamentos
O estado de Mato Grosso vem registrando a cada dia mais e mais casos positivos do novo coronavírus e devido a isso muitos municípios já começam a ter o kit de medicamento para o combate ao covid-19. Este é o caso do município de Porto Estrela que já possui o kit que está sendo distribuído para os pacientes que testaram positivo para a doença. O kit de medicamentos do combate ao coronavírus é composto pelos medicamentos Azitromicina, Ivermectina, Dipirona, Cloroquina, Zinco e Vitaminas C e D.
De acordo com o secretário de Saúde Aluirson Figueiredo Neto Júnior, o Júnior Santi nenhum dos medicamentos do kit tem comprovação científica, possuem apenas relatos de médicos que usaram e deu certo. “Esses medicamentos que constam no kit não têm nenhuma comprovação científica ainda de que funcione, então assim não é nenhum remédio milagroso, nenhuma cura milagrosa. O que temos são relatos de médicos que usaram e deu certo, mas isso a gente sabe que varia muito de paciente para paciente. Aí precisamos ser otimistas e usar as ferramentas que temos. Então vários municípios adotaram o kit. Vários médicos já disseram que na prática deu certo. O próprio Ministério da Saúde liberou o uso. Então decidimos como prevenção adotar o uso destes medicamentos. E montamos os kits, no entanto, ele só é entregue para o paciente quando ele fez o teste e deu positivo, e para ele iniciar o tratamento de forma precoce já com sintomas mais leves, o médico avalia o paciente e aí a gente faz a entrega deste kit. É importante destacar que o kit não vai fechado para o paciente, porque tudo depende de uma avaliação médica, o médico avaliando o quadro do paciente pode tanto tirar medicamentos, como acrescentar. Por exemplo a cloroquina tem um grupo de pessoas que não pode usar, então o médico que vai avaliar, podendo acrescentar medicamentos ou tirar”, destacou o Júnior.
Júnior falou ainda sobre a dificuldade encontrada em relação ao valor dos medicamentos. “A dificuldade não é tanto em conseguir a medicação, porque a gente faz uma pesquisa de mercado, alguns medicamentos demoram mais para chegar, outros menos, alguns precisaram ser manipulados. Mas o que está pegando mesmo é a questão financeira, por mais que o governo vai mandar este recurso, a gente está gastando muito com medicamento. E em Mato Grosso estão prevendo que vai ser o novo Manaus e estamos na pontinha do iceberg ainda. E a dificuldade é mais financeira mesmo. A importância de ter este suporte para o paciente é uma forma de prevenção, mas o que as pessoas têm que colocar na cabeça é assim, não é porque tem o kit que eu vou relaxar, vou ficar doente vou tomar o remédio e vou sarar. Não coloquem a fé nestes medicamentos porque não tem nada comprovado cientificamente, e hoje ainda a melhor forma de prevenção é o isolamento social, é ficar em casa se cuidar e não ter contato com outras pessoas”, concluiu o secretário.



