PORTO ESTRELA COMEMORA HOJE ANIVERSÁRIO DE 28 ANOS DE EMANCIPAÇÃO POLÍTICA
Porto Estrela comemora nesta quinta-feira o seu aniversário de 28 anos de emancipação política e administrativa, autonomia conquistada em 28 de dezembro de 1991.
As comemorações alusivas ao aniversário do município iniciaram hoje as 04hs da manhã com Alvorada. A noite ás 19hs30, o Padre Gabriel Oquiziqui Ribeiro, vai celebrar a Missa em Ação de Graça na Igreja Católica “Bom Jesus de Nazaré” na Praça Central.
O então distrito de Porto Estrela, criado pela Lei n° 710 de 16 de dezembro de 1953, com território jurisdicionado ao município de Barra do Bugres. Apesar de vida política organizada, o lugar amargou longo tempo para conseguir emancipar-se.
Porto Estrela conquistou sua emancipação em 19 de dezembro de 1991, com a criação da Lei Estadual n° 5.901, de autoria do deputado Hermes de Abreu e sancionada pelo governador Jayme Campos. Porto Estrela perdeu a condição de distrito e passou a ser município e conquistou a sua autonomia, que agora completa 28 anos.
Programação de Aniversário
Dia 19/12 – Quinta
04:h00 – Alvorada
19:h30 – Missa em Ação de Graça
Dia 20/12 – Sexta às 22:h00
* Show Gospel
* Show Banda Flor de Liz
Dia 21/12 – Sábado às 21:h00
* Show: Leo Henrique e Renan
* Show: Nacional Edy Britto e Samuel
* Show: Banda Flor de Liz
Dia 22/12 – Domingo às 12:h00
* Almoço
* Apresentação Culturais Regionais
* Apresentação Artistas Regionais
* Show: Leo Henrique e Renan
HISTÓRIA DE PORTO ESTRELA
O povoamento da região está ligado diretamente à expansão econômica e cultural do município de Cáceres, que no final do século passado era o maior ponto de referência para a exportação da ipecacuanha.
Outro ramo do extrativismo vegetal também atraiu aventureiros à região, a borracha. Eram muitas as seringueiras, além de madeiras de lei. A notícia correu e a febre fez história.
As origens históricas do atual município de Porto Estrela se perdem no tempo e nas lendas, contadas pelos mais antigos moradores do lugar.
Inicialmente formou-se uma “corrutela” às margens do Rio Paraguai, atual município de Barra do Bugres e Cáceres. O barranco escolhido para assentar o povoado era alto.
Todos os anos o lugar era cortado pelas águas do Rio Paraguai na força das cheias. No período das longas estiagens apresentava solo rosado, adornado de pedras brancas. Quando o sol, ao se por, batia nestas pedras, o reflexo obtido lembrava raios estrelares. O mesmo se dava em noite de lua cheia.
Surgiu então a denominação Porto das Estrelas. Existem ainda outras duas versões para a denominação do município.
A primeira da conta que na beira do Rio Paraguai residiam duas donzelas. A beleza das moças transcendia os padrões da época dos primeiros povoadores. Os muitos navegadores que cruzavam este trecho deram às duas jovens o apelido de “estrelas” – para justificar a euforia da passagem. Ficou então Porto das Estrelas.
A segunda versão é sobre o aparecimento de fogo brando à beira rio, logo após a abertura do porto. Uma ilusão de ótica transmitia a ideia de que as inúmeras fagulhas ao ar, mais pareciam um turbilhão de estrelas. Também teriam ficado Porto da Estrelas.
As três versões, seja qual for a mais coerente, tem procedência na história oral, e têm valor histórico. Independentemente da opção, mais tarde o Porto das Estrelas teve sua denominação simplificada para Porto Estrela.
As primeiras notícias que se tem a respeito do lugar vem do ano de 1800, período em que as iniciaram as primeiras construções as margens do Rio Paraguai.
Os primeiros nomes que a história registrou foram de Maria Luzia, Pedro Pinto e André.
Em 1890, Antonio da Costa, sua esposa Maria Benedita da Costa e os irmãos Pedro Santiago da Costa e mais sua mulher Felismina Costa, fixaram residência às margens do histórico rio. Dedicaram-se à criação de gado e agricultura de subsistência.
A comunidade que havia se formado dedicava-se à extração da poaia, a ipecacuanha planta conhecida por excelentes propriedades medicinais, que abundava na mata virgem e representava meio de vida.
A poaia foi fator de economia dominante por muitos anos, sendo comercializado com os barqueiros que trafegavam pelo Rio Paraguai. Por muito tempo a poaia apresentou a segunda colocação na pauta das exportações mato-grossenses.
Em 1920, chegaram a região José Inácio, Ângelo e Manoel Castilho, vindos de Cáceres, com o objetivo de explorar a extração de madeiras de lei. Era comum encontrar nestas matas ainda virgens inúmeras variedades, tais como a araputanga (mogno), ipê jatobá, cedro, peroba e tantas outras.
O transporte de madeiras eram vias fluviais, através do Rio Paraguai até Cáceres. Com o passar dos anos a atividade foi se intensificado, até diminuir. Acabaram-se as reservas nativas de madeiras.
A Lei n° 710 de 16 de dezembro de 1953, foi criado o distrito de Porto Estrela, com território jurisdicionado ao município de Barra do Bugres. Apesar de vida política organizada, o lugar amargou longo tempo para conseguir emancipar-se.
A Lei Estadual n° 5.901, de 19 de dezembro de 1991, de autoria do deputado Hermes de Abreu e sancionada pelo governador Jayme Campos, criou o município.
“Artigo 1° – Fica criado o município de Porto Estrela, com território desmembrado do município de Barra do Bugres.
Artigo 2° – O município criado é constituído de um só distrito da sede”.
Parágrafo Único – O município somente será instalado com a eleição e posse do prefeito, vice – prefeito e vereadores realizada de conformidade com a Legislação Federal”.
Na eleição de 03 de outubro de 1992, foi eleito como primeiro prefeito municipal o Sr. Flávio Farias, tendo na vice o Sr. Lourenço Rossetti.
Nesta mesma ocasião elegeram-se vereadores as seguintes pessoas: Ana Tereza Félix Garbim, Jasso Martins de Freitas, Inácio Sene de Silva, José Carlos da Silva, Ademar Corsino dos Santos, Ademirson Ribeiro Duarte, Arides Rodrigues Ramos, Marcos Antonio de Melo e José Candido Sobrinho.







