PORTO ESTRELA: MAIS DE 200 FAMÍLIAS QUILOMBOLAS FICAM ISOLADAS APÓS PASSARELA SOBRE O RIO JAUQUARA SER LEVADA PELAS ÁGUAS
Mais de 200 famílias Quilombolas da comunidade da Vaca Morta (Vão Grande) estão isoladas na zona rural de Porto Estrela, distante 160 km da capital do estado. A única passarela que os moradores têm acesso foi levada pelas águas do rio Jauquara na véspera do Natal de 2021, afluente do Rio Paraguai.
A comunidade disponibilizava de uma ponte de madeira de estrutura maior, mas alguns anos foi destruída pelas águas do rio Jauquara que recebe toda aguas daquela região e desagua no rio Paraguai. No período das chuvas o volume aumenta com muita velocidade. Sem a ponte que beneficia os moradores no escoamento dos produtos da agricultura familiar para o sustento da família, a população depende de uma passarela construída pela prefeitura. Porém a cada ano que ocorre a enchente, a passarela é levada pelas águas. Mesmo com toda manutenção e reforço na estrutura que a prefeitura de Porto Estrela fez no decorrer do ano de 2021, a estrutura montada com cabo de aço não suportou e foi destruída pelo excesso de água devido às fortes chuvas na região e principalmente na cabeceira do Rio Jauquara. A comunidade necessita dessas melhorias na estrutura por parte do poder público, que deve começar em breve a construção da ponte de um novo projeto que possa suportar o volume das fortes águas do Rio Jauquara.
A ponte será em concreto e aço medindo 71,10 metros de extensão por 4,5 de largura e ligará as comunidades do Baixiu e da Vaca Morta (Vão Grande) as cidades de Porto Estrela e Barra do Bugres. O Governo do estado de Mato Grosso, repassou para a conta da prefeitura municipal de Porto Estrela, o valor de R$ 2.507.757,40 para a construção da ponte sobre o rio Jauquara, e de contrapartida da Prefeitura no valor de 51.178,77. No total, a obra custará R$ 2.558.936,17.
A ponte vai beneficiar a agricultura familiar da comunidade dos Quilombolas, bem como as propriedades agropecuária para o transporte do gado e outros produtos, além do transporte da educação e saúde. Porém, conforme descreve o prefeito Eugênio Pelachim, as famílias precisam urgente dessa ponte, tendo em vista que a passarela que foi levada pelas águas do Rio Jauquara, era uma forma de aliviar mesmo com dificuldade, levar seus produtos proveniente do cultivo da cultura para o sustento de suas famílias, agora muitos de seus mantimentos poderão perder, inclusive a mandioca e a banana que abastece o mercado da região. “Enquanto estamos trabalhando arduamente para dar ordem de serviço da obra até início da segunda semana de janeiro de 2022, as famílias ficaram isoladas”.




